A Eleição de Trump segundo os Princípios da Mediação.

Alguns princípios de mediação podem nos ajudar a compreende melhor o “fenômeno” que constituiu a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. E com alguma reflexão e consideração honesta, em tese, é possível que os EUA  um país unido, afinal.

Neste artigo vamos deixar de lado o fato de que existe a possibilidade de algumas urnas eletrônicas tenham sido violadas e o resultado fraudado, assim como não vamos considerar a grande numero abstenções e votos nulos que beiram os 30%, enquanto que Trump obteve aproximadamente 21% dos votos totais

Dito isso, primeiro princípio a considerar é que cada lado tem suas queixas. Os democratas muitas vezes defendem interesses (e queixas) das minorias e dos pobres. Eles ajudam as vítimas, os sem voz e os que são percebidos como impotentes. Mas eles deixaram de ouvir as queixas dos brancos de classe média, que se veem como tendo sido deixados de lado e ignorados. Ninguém, mesmo os  mais “valentes”, querem ser ignorados e chamados de “deploráveis”. Todos nós buscamos reconhecimento e representação, e os democratas não estavam dando a devida atenção para a classe média branca.

Durante o processo de mediação, nosso papel (como mediadores) é ajudar as partes a exprimir sentimentos, perturbações e raiva. Agora nos EUA, há um aumento no bullying, racismo e preconceito. Muitos pensam que finalmente “as máscaras caíram”. Mas isso não é necessariamente uma coisa ruim. Escondido atrás de um véu de tolerância não existe tolerância real. A fim de criar uma sociedade verdadeiramente unificada, é necessário que cada parte veja a(s) outra(s) como realmente são e trabalhar a partir daí. As intimidadores e os sexistas não são nasceram assim – eles construíram suas crenças ao longo do tempo, baseadas em percepções e pressões sociais. E essas crenças podem ser alteradas e redirecionadas, mas somente se as partes reconhecem previamente a sua existência. Agora, estamos vendo com muito mais clareza a xenofobia e o medo em todo país. É (terrivelmente) importante reconhecer que essas forças existem, elas são reais, e isso exige uma discussão real, profunda e atenção devida.

Por outro lado, também estamos vendo uma retaliação liberal igualmente intolerante. Os liberais e os democratas estão assustados e preocupados. Então eles estão agindo, falando e fazendo o que podem para ser uma força a ser considerada.

A partir da perspectiva do mediador, é possível que os dois lados da mesa que estão (finalmente) exteriorizando suas  verdadeiramente queixas e frustrações. E este ponto – de chegar a um ponto de ebulição na conversa – é onde realmente união se torna possível para que o país se fortaleça como um todo. Na mediação, é neste ponto que a paixão e a excitação estão aptas a criar uma mudança de paradigma para todas as partes, quando dizem “uau, eu não sabia que você estava com raiva” ou “uau, eu não sabia que essas questões eram essas Importante para você “.

E depois vem a calma. A unidade. O entendimento mútuo, porque finalmente é possível perceber claramente a dor e angústia que o outro lado está sentindo. Uma vez que as partes passam a escutar-se mutuamente, “em alto e bom tom” surge a oportunidade de ouvir, validar (legitimar) e unificar.

Trump capacitou pessoas que se sentiam impotentes: a classe média branca. Ele os ajudou a encontrar uma voz, e agora o povo estadunidense  está diante de uma escolha: ouvir, dialogar, validar (legitimar), expor argumentos, sentimentos e queixas, ou continuamos como o avestruz  e manter a cabeças enterrada na areia?

A mediação diz que ” juntos é possível ser mais fortes”. Vamos ouvir e construir.

 
 

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